A mulher e a moda brasileira

A mulher e a moda brasileira
10-Jul-2009

As propostas de moda são lançadas nos desfiles com todas as idéias que os estilistas querem propor. Essas idéias podem ou não entrar no desejo de consumo do inconsciente coletivo; em caso afirmativo, vira moda.

Quem dita a moda é a rua ao aceitar as propostas dos estilistas. É na escolha das tendências que você mostra a sua identidade social e é também por meio dela que você se insere em um determinado grupo.

As primeiras menções sobre moda datam do século XV e a partir do século XVI os nobres já adotavam a substituição de tendências de moda a cada estação. Assim, se diferenciavam dos burgueses que tinham dinheiro, mas não o prestígio.

A moda é ativa e mutante, mas os clássicos propostos pelos grandes estilistas, como Coco Chanel, Christian Dior, Yves Saint Laurent, entre outros, continuam sempre presentes nos “guarda-roupas” das mulheres de todo o mundo, repaginados em cada coleção pelo talento dos novos estilistas, transformando-os de clássicos a contemporâneos.

Uma das principais características da moda contemporânea é a mistura de estilos. A mulher deve seguir o seu próprio estilo e pinçar nas coleções apresentadas o que lhe agrada, fazendo uma releitura disso para então adaptar ao seu estilo.

A releitura de moda, de maneira geral, nada mais é que a adaptação de uma referência do passado às condições atuais, pois tudo muda. A matéria prima tem uma tecnologia completamente diferente de décadas atrás. O padrão de beleza vigente também não é o mesmo, assim como a estética e os valores são outros.

Isso significa que quando uma tendência volta através de uma releitura, ela já não é mais a mesma. Ela se tornou contemporânea!

O assunto moda, no Brasil, não é encarado como superficial e dispensável. O grande número de cursos superiores de moda para profissionalização das carreiras, o surgimento da SPFW e do Fashion Rio nos inclui nos calendários internacionais da moda.

Quem ganha com isso?

É a mulher brasileira, linda, que só se vê “acrescentada” pela beleza da nossa moda cheia de estilo e glamour que ela encontra em forma acessível nas grandes lojas que agora chamamos de fast fashion (combinação do original caro com o barato das confecções).

Autora do artigo: Maria Zeli é estilista, consultora de moda e diretora da Maison Maria Zeli (www.mariazeli.com.br)

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